A CDU, em Braga, assinalou as
comemorações dos 43 anos do 25 de Abril no passado Sábado, num jantar que
juntou cerca de uma centena de pessoas. O convívio serviu para lembrar as
conquistas da Revolução, mas também o papel da luta dos trabalhadores e das
populações na resistência antifascista e na conquista de direitos, liberdades e
garantias.
Carlos Almeida, vereador da CDU
na Câmara Municipal de Braga e anunciado candidato à sua presidência, apelou à
mobilização dos comunistas e de todos quantos se identificam com o projecto da
CDU para o município.
O candidato lembrou que os resultados de dia um de
Outubro, data das próximas eleições autárquicas, depende da capacidade de
“conseguir aproximar a CDU de cada vez mais gente, mesmo a que ainda não está
connosco”.
O actual vereador, eleito em
2013, lembrou que “muitas vezes fala-se do distanciamento dos cidadãos da
política, da falta de participação dos que não tendo partido querem ter voz
activa”, mas admitiu que “existem ainda muitas barreiras, como o medo e o
preconceito”. Carlos Almeida reafirmou que “Braga continua à espera da
verdadeira alternativa política” e que essa só pode concretizar-se com o reforço
das posições da CDU, e lançou o repto: “não tenham receio, deixem o preconceito
de lado e juntem-se a esta força que cresce de dia para dia e corporiza a
mudança a sério que Braga precisa!”.
Agostinho Lopes, membro do Comité
Central do PCP, interveio a propósito da data celebrada, lembrando o papel da
luta dos trabalhadores e da força do PCP na resistência antifascista e na
conquista da liberdade e da democracia.
O antigo deputado do PCP pelo
distrito de Braga alertou para as várias tentativas de reescrever a história da
revolução portuguesa de 1974, que tem servido para tentar diminuir o alargado
leque de conquistas e direitos a que Abril abriu portas e descredibilizar o
papel do PCP na construção da democracia.
No entanto, baseou-se no exemplo
da persistência da luta dos trabalhadores ao longo de todos estes anos para
afirmar que “cá estaremos com a nossas vozes ao alto” para não permitir que se
fechem as portas que Abril abriu, para reforçar a luta onde ela é precisa,
reforçando também o PCP e o seu papel.