segunda-feira, 1 de maio de 2017

Afirmar os valores de Abril

A CDU, em Braga, assinalou as comemorações dos 43 anos do 25 de Abril no passado Sábado, num jantar que juntou cerca de uma centena de pessoas. O convívio serviu para lembrar as conquistas da Revolução, mas também o papel da luta dos trabalhadores e das populações na resistência antifascista e na conquista de direitos, liberdades e garantias.
Carlos Almeida, vereador da CDU na Câmara Municipal de Braga e anunciado candidato à sua presidência, apelou à mobilização dos comunistas e de todos quantos se identificam com o projecto da CDU para o município.
O candidato lembrou que os resultados de dia um de Outubro, data das próximas eleições autárquicas, depende da capacidade de “conseguir aproximar a CDU de cada vez mais gente, mesmo a que ainda não está connosco”.
O actual vereador, eleito em 2013, lembrou que “muitas vezes fala-se do distanciamento dos cidadãos da política, da falta de participação dos que não tendo partido querem ter voz activa”, mas admitiu que “existem ainda muitas barreiras, como o medo e o preconceito”. Carlos Almeida reafirmou que “Braga continua à espera da verdadeira alternativa política” e que essa só pode concretizar-se com o reforço das posições da CDU, e lançou o repto: “não tenham receio, deixem o preconceito de lado e juntem-se a esta força que cresce de dia para dia e corporiza a mudança a sério que Braga precisa!”.
Agostinho Lopes, membro do Comité Central do PCP, interveio a propósito da data celebrada, lembrando o papel da luta dos trabalhadores e da força do PCP na resistência antifascista e na conquista da liberdade e da democracia.
O antigo deputado do PCP pelo distrito de Braga alertou para as várias tentativas de reescrever a história da revolução portuguesa de 1974, que tem servido para tentar diminuir o alargado leque de conquistas e direitos a que Abril abriu portas e descredibilizar o papel do PCP na construção da democracia.
No entanto, baseou-se no exemplo da persistência da luta dos trabalhadores ao longo de todos estes anos para afirmar que “cá estaremos com a nossas vozes ao alto” para não permitir que se fechem as portas que Abril abriu, para reforçar a luta onde ela é precisa, reforçando também o PCP e o seu papel.