A CDU visitou hoje a feira
semanal de Braga, a funcionar já em local temporário por conta das obras no
Parque de Exposições. Face às reclamações de muitos feirantes, dada a falta de
condições que o espaço alternativo para a realização da feira apresenta, Carlos
Almeida, vereador da CDU na Câmara, exige pronta resposta por parte dos
responsáveis.
Após fecho do Parque de
Exposições para obras de requalificação, a feira semanal realizou-se hoje no
local escolhido como alternativo para os próximos oito meses, tempo previsto
para a realização da obra. Depois de realizado um sorteiro que os feirantes
apelidam de “mal feito” para a localização de cada espaço, e de pouco diálogo
entre a administração da InvestBraga e da Câmara Municipal com os interessados,
a falta de condições do espaço para onde foram deslocados levantou os ânimos
dos presentes hoje de manhã.
As principais reclamações
prendem-se com a falta de condições do terreno em terra onde mais de cem
feirantes ficaram localizados, dado que nada foi feito para adequar o espaço
para a realização da feira, retirando dignidade e condições para quem ali tem
que estar. Para agravar, a única casa de banho disponível encontra-se no Parque
da Ponte, não existe ponto de água nem electricidade, o que vai criar
dificuldades quando os dias começarem a ficar mais pequenos.
Realçou-se ainda a falta de
higiene e segurança no espaço, com as tendas de alimentos colocadas no
descampado, “no meio do pó”, ou o facto de nenhuma ambulância ou carro de bombeiros
conseguir entrar na feira em caso de emergência. Alguns feirantes recusaram-se
mesmo a montar o seu espaço por não ter condições para o fazer, tendo
entretanto ficado retidos no espaço, sem poderem retirar as suas carrinhas,
porque o perímetro foi todo fechado.
Perante todas estas reclamações, dezenas
deslocaram-se às instalações onde estaria instalada a administração da
InvestBraga enquanto o PEB está em obras para poder falar com algum
responsável, mas sem efeito. Ninguém da administração ou da Câmara Municipal
esteve no local para orientar os feirantes no que foi o primeiro dia da
deslocação que se impôs como consequência da requalificação do Parque, nem para
ouvir e responder às suas reclamações. “Com isto se vê que quem teve esta ideia
não percebe nada da feira”, ouvia-se a alguns. Outros iam mais longe, exigindo
mesmo “a suspensão da feira durante o período de obras, garantindo o lugar
quando voltássemos a ter condições para a fazer”.
Carlos Almeida, acompanhado por
Bárbara Barros, eleita na Assembleia Municipal de Braga, e Filipe Gomes,
dirigente do PEV, mostrou-se solidário com os feirantes. “Não se compreende
como, com tanto tempo, não se tenha preparado o local para receber a feira
condignamente, atenuando, desde logo, o valor das taxas a serem pagas pelos
feirantes pela deslocação em si, e criando condições – à falta de melhor espaço
da cidade para a feira funcionar durante o fecho do PEB – para que se possa
realizar a feira semanal com o menor transtorno possível”.
“Estamos certos de que a Câmara
Municipal tinha condições para garantir que o espaço estaria à altura da
realização do evento, tal como aconteceu, por exemplo, com a prova Braga Street
Stage no centro da cidade. Todas as reclamações que os feirantes hoje têm
podiam ter sido acauteladas”, declarou Carlos Almeida. O candidato da CDU à
presidência da Câmara Municipal acrescentou ainda ser “inadmissível que ninguém
responsável tenha vindo dialogar, no terreno, com os feirantes, deixando-os
sozinhos e sem soluções”.