terça-feira, 7 de novembro de 2017

CDU quer mais assistentes operacionais nas escolas


A CDU defendeu ontem a colocação de largas dezenas de assistentes operacionais em todas as escolas do concelho. Na reunião de Câmara que ocorreu de manhã no GNRation, Carlos Almeida, vereador eleito pela CDU, alertou o executivo municipal para a alteração das necessidades face 
a altura em que concurso a decorrer abriu.


A propósito da situação da EB1 de São Lázaro, onde existem apenas três assistentes operacionais para quase trezentas crianças, Carlos Almeida reforçou a necessidade de se "encontrarem novos rácios e novas formas de satisfazer as carências destes profissionais em todas as escolas do concelho". 

"À hora de almoço, por exemplo, fica apenas uma assistente operacional com estas crianças todas. Se três já fazem o trabalho de seis, imaginem o que é ter apenas uma durante aquela hora", acrescentou o vereador comunista acerca daquela escola. "Sabemos que na escola sede do agrupamento, na André Soares, sairão quatro funcionárias em Novembro e mais duas em Dezembro, o que torna ainda mais evidente que o concurso que se abriu para a colocação de 14 assistentes operacionais é muito curto para as necessidades que têm que ser suprimidas".

Carlos Almeida deixou ainda a sua solidariedade para com todos os funcionários que, nas escolas, fazem o dobro ou o triplo do trabalho, exortando a Câmara Municipal a resolver no imediato as situações mais complexas e que exigem respostas mais rápidas e a alargar substancialmente o concurso  para que o problema se resolva em todo o concelho. 

Ao mesmo tempo, alertou para o risco de se procurar resolver tudo através dos Contratos Emprego-Inserção, recordando que, para além da precariedade que estes vínculos representam para os trabalhadores - e a que a Câmara deveria evitar a todo o custo recorrer- a rotatividade que estas medidas implicam para os postos de trabalho não beneficiam as escolas nem os alunos também.


Inércia no Fórum Municipal para as Pessoas com Deficiência


Outra preocupação levantada pela CDU no decorrer da reunião de Câmara foi o funcionamento do Fórum Municipal para Pessoas com Deficiência. Carlos Almeida falou das preocupações que lhe fizeram chegar várias das associações que participam neste Fórum, defendendo uma maior regularidade e atenção por parte do município às questões que dizem respeito às pessoas com deficiência. 

A dissolução da PPP da SGEB esteve também presente nos assuntos fora da ordem do dia, com Carlos Almeida a questionar se "só apenas agora a Câmara ficou com dúvidas acerca de como o processo se iria desenvolver", tendo em conta as suspeitas que vieram a público nos últimos dias pela boca do próprio Presidente da Câmara. 

"Desde o início que alertámos, quando adiantavam já os valores de poupança que esta liquidação iria gerar para o município, que nada se sabia sobre o que de facto iria acontecer e de que forma iriam ser internalizados os valores da extinção da PPP", explicou o vereador, espantado com "ter demorado tanto tempo a Câmara a perceber o mesmo". 

"Lucros da AGERE devem servir para baixar tarifas"


À proposta apresentada pelos vereadores do PS de 20 cêntimos da factura da água dos bracarenses poderem ser transferidos para os Bombeiros Voluntários de Braga, a CDU opôs-se por entender que "havendo lucros na Empresa Municipal, como sabemos haver e como há muito propomos, estes devem servir para baixar as tarifas aos consumidores", acrescentando que "devem ser estes a decidir, dentro das suas possibilidades e avaliações, se querem e com que valor podem apoiar os Bombeiros Voluntários". 

Carlos Almeida rematou ainda esta discussão com as necessidades que ainda se fazem sentir na corporação de Bombeiros Sapadores de Braga - nomeadamente na aquisição de viaturas de desencarceramento, de combate a incêndios e de uma auto-escada nova - esta sim sobre a alçada da Câmara Municipal, que devem ser atendidas em primeiro lugar. 

"Não queremos com isto dizer que não valorizamos o trabalho dos Bombeiros Voluntários ou o seu papel nos dispositivos de combate ao fogo e na sua prevenção, bem como no apoio às populações; mas este executivo não pode acudir mais vezes a esta instituição do que àquela que tem sob a sua alçada e que é sua responsabilidade", concluiu.