quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CDU faz balanço do primeiro ano de mandato

Carlos Almeida, vereador da CDU
A CDU, assumindo o seu compromisso com a população de Braga, realizou uma conferência de imprensa para prestar contas do trabalho desenvolvido ao longo do último ano.

Das últimas eleições autárquicas saiu, como se sabe, uma nova configuração de forças políticas representadas na Câmara e Assembleia Municipais. A CDU, cuja presença no Executivo Municipal já não se verificava desde 2005, voltou a ter assento no órgão com a eleição de um vereador.
Um ano depois, podemos dizer que isso fez toda a diferença.

Ainda que no actual mandato a coligação PSD/CDS/PPM governe o município com maioria absoluta, isso não impediu, pelo contrário, uma intervenção atenta, capaz, de denúncia, mas também de apresentação de propostas e sugestões, desenvolvida pela CDU ao longo dos últimos 365 dias.

O trabalho da CDU, ao contrário do que muitas vezes se faz crer, não foi apenas de crítica ou denúncia. Estivemos atentos, acompanhámos os problemas dos cidadãos e das instituições.

Alguns exemplos dessa intervenção

- Propusemos a resolução do contrato de gestão e exploração do estacionamento pago na via pública, para além da revogação do alargamento da área de cobrança;

- Defendemos o congelamento das tarifas dos serviços prestados pela AGERE, EM. Denunciámos o aumento geral das tarifas acima da inflação. Classificámos como gravíssimo o aumento da tarifa fixa de disponibilidade de águas residuais na ordem dos 60%. (de 2,73€ para 4,36€);

- Propusemos a redução da taxa de IMI sobre os prédios avaliados e a majoração da taxa sobre os prédios devolutos, para além dos degradados;

- Defendemos a prestação do serviço de transportes escolares aos alunos dos diferentes níveis de ensino através de uma rede adequada, nomeadamente quanto a horários, percursos e viaturas disponíveis. Denunciámos o incumprimento da legislação em vigor, que estabelece as normas e os procedimentos do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, nomeadamente a Lei 13-2006, de 17 de Abril, e o Decreto-Lei 255-2007, de 13 de Julho. Exigimos que a Câmara Municipal de Braga corrigisse urgentemente o serviço prestado de forma a garantir, de acordo com a lei, a maior segurança e comodidade aos alunos do concelho;

- Defendemos a uniformização do serviço de refeições escolares e da componente de apoio à família, acabando com as disparidades e injustiças que se verificam um pouco por todo o concelho. Alertámos para a falta de assistentes operacionais na generalidade das escolas tuteladas pela Câmara;

- Rejeitámos o encerramento de escolas no concelho. Estivemos, sem hesitações, com os autarcas, professores, pais e crianças das escolas encerradas;

- Defendemos a reformulação do serviço de Polícia Municipal, credibilizando e dignificando o serviço. Mais efectivos, mais meios e a criação de um novo turno, permitindo o funcionamento em 24 horas;

- Propusemos a regulação e o ordenamento do trânsito nas ruas de São Victor e D. Pedro V, privilegiando a circulação de transportes públicos e cicláveis;

- Defendemos a maior transparência na organização e gestão das festas de São João;

- Promovemos o bem-estar e melhores condições de trabalho dos funcionários do município, nomeadamente nas oficinas e estaleiro municipais;

- Defendemos a atribuição de apoios, sem discriminações, a todas as freguesias do concelho;

- Propusemos a reposição do regime de trabalho nas 35 horas/semana;

- Propusemos a remuneração dos bombeiros sapadores/municipais em dias de feriado;

- Propusemos a elaboração, em articulação com o movimento associativo, de um plano de correcções nas margens do rio Este;

- Propusemos o levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos públicos sob a alçada do município que contêm amianto na sua construção e a consequente implementação de um plano intervenção para que, durante os próximos 4 anos, se proceda à remoção de todos os materiais contendo amianto;

- Defendemos intransigentemente os postos de trabalho na Escola Profissional de Braga e exigimos o cumprimento do caderno de encargos da alienação do capital;

- Defendemos a entrada em funcionamento e a colocação ao serviço da população da Casa do Areal;

- Defendemos o fim da política de abate no Canil/Gatil Municipal, incentivando a medidas de prevenção e reforço da estratégia de adopção;

- Alertámos para a subida do valor das rendas na Bragahabit. , em articulação com o movimento associativo (actualização que implicou rendas superiores aos 200€/mês);

- Defendemos a redução dos custos dos espaços na Feira do Livro e a aposta na programação cultural.