A CDU reuniu, na passada quinta-feira, com a Federação das
Associações de Pais do concelho de Braga (FAP). De entre vários assuntos
discutidos em torno da educação e de políticas educativas, a CDU destacou a
importância de o movimento associativo de pais ser envolvido nas decisões
políticas no município.
A FAP foi contundente na crítica à falta de uma política
educativa clara no município, assinalando que vários dos problemas que se vão
levantando nesta área se devem, principalmente, à falta de objectivos e de uma
visão global sobre a educação em Braga.
As refeições escolares, a Componente de Apoio à Família (CAF)
e os transportes escolares foram matérias amplamente discutidas durante esta
reunião, onde Carlos Almeida, candidato da CDU à presidência da Câmara
Municipal, deixou claro que esta candidatura não desistirá de insistir num modelo
uniforme, de qualidade e sem discricionariedade no fornecimento das refeições
às escolas.
O vereador da CDU voltou a criticar o modelo que actualmente
persiste no município, onde a delegação de competências que o Estado fez na
Câmara Municipal não é assegurada de forma universal por esta, ramificando-se
em novas delegações de competências às Juntas de Freguesias, Associações de
Pais e IPSS, com diferenças notórias na qualidade e no preço das refeições de
escola para escola.
Tanto a FAP como a CDU teceram ainda críticas ao reforço financeiro
que este executivo deu, de cinco euros por criança, às refeições escolares, e
que acabou por não chegar às famílias, objectivo que tinha motivado a decisão.“Sabemos que o município está agora a estudar um novo modelo
para o fornecimento das refeições escolares, que não entrará em vigor neste ano
lectivo, embora tenha tido, na prática, três anos para rever o actual”,
criticou Carlos Almeida.
“É preciso fazer alterações profundas, ouvindo quem
está no terreno, como no caso da FAP, de forma a garantir que o modelo que
substituirá este acaba de vez com a arbitrariedade entre escolas, mas que não
se decida descurar a qualidade”, acrescentou.
Quanto aos transportes escolares, o vereador partilhou das
preocupações dos representantes das associações de pais no que concerne à
segurança das crianças transportadas, já que os autocarros que hoje fazem este
serviço “ficam a meio da definição tanto de transporte escolar como de
transporte público, já que não cumprem as normas de segurança que se exigem a
uma rede de transporte escolar”, explicou Carlos Almeida.
