Uma delegação do PCP visitou, no passado sábado, parte da área ardida no concelho de Braga, na União das Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães. Carla Cruz, deputada do PCP na Assembleia da República e eleita da CDU na Assembleia Municipal, acompanhada de Carlos Almeida, vereador da CDU, e de Bárbara Barros, eleita na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia daquela união de freguesias deixou clara a prioridade do PCP neste momento.
"Em primeiro lugar, deve ser prestado todo o apoio necessário às vítimas dos incêndios, seja ele de que natureza for. Isto inclui medidas ao nível da Segurança Social no caso de haver consequências ao nível dos rendimentos de quem tenha tido perdas na sua actividade profissional, para além de garantias ao nível da recuperação de infraestruturas ou habitações".
No caso do concelho de Braga, as perdas materiais mais significativas foram mesmo nas freguesias de Nogueira e Fraião, com a perda de uma oficina de carros e uma empresa de polimentos, na primeira, e uma habitação, na segunda. Acompanhados pelo executivo na Junta de Freguesia, os comunistas contactaram com o proprietário das empresas que arderam, bem como com os responsáveis por cada um dos negócios.
"É necessário accionar todos os meios possíveis para garantir o apoio de que estas pessoas necessitam", adiantou Carla Cruz. "O PCP tinha apresentado já em Julho uma proposta para acelerar os mecanismos de protecção às vítimas dos incêndios, aquando da tragédia de Pedrógão Grande, estendendo estas medidas excpcionais a outros concelhos com risco de incêndio, como acabou por acontecer aqui no concelho. Esta proposta foi acolhida na devida comissão e aguarda agora, na sua versão final, em conjunto com dois outros textos, promulgação do Presidente da República".
Carlos Almeida aproveitou já esta manhã a reunião de Câmara para colocar junto da maioria do executivo municipal estas preocupações, de articulação entre as várias instituições capazes de dar resposta à "necessária reconstrução da habitação ardida, já que o realojamento dos dois habitantes foi desde logo garantido por familiares, e soluções para quem ficou sem o seu negócio, nomeadamente o dono da oficina em Nogueira" propondo ainda que a Câmara possa encontrar um local para ir exercendo a sua actividade enquanto não se garantem soluções mais definitivas, por forma a "garantir o mais rapidamente possível algum sentido de normalidade e esperança, tão necessários a quem tudo perdeu como consequência do fogo".
O PCP, na Assembleia da República, tem ainda reclamado um reforço orçamental para a defesa da floresta já neste Orçamento do Estado para 2018, capaz de dotar de meios financeiros e humanos a área da protecção civil e das florestas, para que seja possível aplicar o conjunto de leis que estão já previstas, reforçando significativamente tanto o combate aos incêndios como a prevenção, o ordenamento da floresta e as zonas de gestão de combustível.
