quinta-feira, 20 de julho de 2017

CDU reuniu com Lucky Star - Cineclube de Braga

A CDU reuniu ontem com a Lucky Star – Cineclube de Braga, a fim de conhecer o trabalho e os projectos desta associação do município. Partilhando a vontade de ver crescer e ganhar dimensão um cineclube em Braga, a CDU sublinhou que seria uma mais-valia que o apoio consistente na cultura, nomeadamente através das suas associações e agentes, fosse encarado como prioritário na política cultural da Câmara Municipal.

Carlos Almeida, vereador da CDU na Câmara, e Bárbara Barros, eleita na Assembleia Municipal, estiveram com um dos responsáveis do cineclube, que deu nota das principais dificuldades da associação no seu funcionamento. Ainda sem poder recorrer ao financiamento que o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) disponibiliza, todos os anos, à exibição de filmes em circuitos alternativos, a Lucky Star reclama um espaço onde possa afirmar-se enquanto cineclube e utilizar o sistema de bilheteira que o ICA exige para ser elegível àqueles apoios.


A decorrer está um início de negociação com o Bragashopping, que possui salas de cinema e as condições necessárias para que o cineclube pudesse encontrar uma “casa”. No entanto, a associação pretende dar mais força à sua iniciativa, tendo a expectativa de acolher apoios da Câmara Municipal.

Carlos Almeida, cabeça de lista da CDU nestas eleições autárquicas, valorizou o esforço e a dedicação desta associação e concordou que a Câmara Municipal “deve ter um papel no apoio a este tipo de iniciativas e interesse em que estas associações desenvolvam o seu trabalho no município”.

O vereador comunista acrescentou ainda que “a política cultural de Braga, como temos vindo a dizer várias vezes, não pode centrar-se em meia dúzia de grandes eventos anuais; tem que assentar, sobretudo, no apoio às bases, às associações e agentes culturais, a quem tem nas mãos projectos que precisam de ser alavancados”.

A CDU acredita ser possível, com um apoio atento, constante e alargado, poder ver-se crescer, em Braga, a participação activa e inclusiva na criação artística e cultural, nomeadamente “em áreas que se fazem notar pela ausência, como esta do cinema, onde existe uma especial desarticulação entre os responsáveis do município e a iniciativa de alguns cidadãos e associações, à excepção das sessões entretanto criadas no Theatro Circo”.