domingo, 16 de julho de 2017

CDU exige maior preocupação com Feira do Livro

Depois de ter estado presente na inauguração da Feira do Livro em Braga, no dia 30 de Junho, a CDU visitou ontem os expositores para fazer um balanço da sua realização. Para além das queixas dos livreiros sobre o custo dos módulos e da falta de condições para combater o excesso de calor, a CDU assinalou mais aspectos que mereceram críticas ao evento.

Carlos Almeida, vereador da CDU e cabeça de lista à Câmara Municipal, acompanhou as críticas dos livreiros presentes nesta edição da Feira do Livro quanto ao custo elevado cobrado por cada módulo dos pavilhões instalados. O candidato da CDU sublinhou que “não se pode esperar que mais livreiros participem nesta feira se não se ajustam os custos de aluguer dos pavilhões, aliás, muitos vãos desistindo de participar por este mesmo constrangimento”.


Sobre a localização do evento, Carlos Almeida está certo de que “é necessário encontrar, no centro da cidade, outra localização para a Feira do Livro, para evitar que o sucesso desta dependa das condições climatéricas”. Este ano, a feira contou, nos primeiros dias, com temperaturas mais amenas do que o habitual, no entanto sofreu nesta última semana o aumento da temperatura, para além de ter estado ainda sujeita a dias de chuva.

A CDU propõe, para além de ser estudada uma nova localização e outro tipo de condições físicas para a Feira, que resultem em medidas que possam atenuar as altas temperaturas ou proteger expositores e livros da chuva, que a Feira do Livro possa ser realizada noutro período, articulado com a realização de feiras semelhantes na região.

Este ano, a Feira do Livro de Braga foi realizada ao mesmo tempo que a de Barcelos, o que a Carlos Almeida “transparece uma política de costas voltadas entre municípios, o que contraria o princípio do funcionamento do quadrilátero cultural e que traz consequências para quem faz as duas feiras, o que se notou aqui em Braga”.

Para além de outras feiras do livro, também o festival Mimarte, em Braga, coincidiu nas datas, o que para a CDU, nas palavras do seu vereador eleito, foi “uma grave falta de planeamento destes eventos”. “Podemos perceber que se queira que Braga tenha muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo, demonstrando uma oferta diversificada, no entanto para tudo é preciso peso e medida”, criticou Carlos Almeida, acrescentando: “a realização simultânea do festival de teatro Mimarte, que se realiza numa zona do centro da cidade, e a Feira do Livro noutra zona, e que tinha também eventos durante a noite, precisamente para atrair mais público à feira, fez com que este se dispersasse, em vez de o aproveitar”.