Depois de ter estado
presente na inauguração da Feira do Livro em Braga, no dia 30 de Junho, a CDU
visitou ontem os expositores para fazer um balanço da sua realização. Para além
das queixas dos livreiros sobre o custo dos módulos e da falta de condições
para combater o excesso de calor, a CDU assinalou mais aspectos que mereceram
críticas ao evento.
Carlos Almeida, vereador
da CDU e cabeça de lista à Câmara Municipal, acompanhou as críticas dos
livreiros presentes nesta edição da Feira do Livro quanto ao custo elevado
cobrado por cada módulo dos pavilhões instalados. O candidato da CDU sublinhou
que “não se pode esperar que mais livreiros participem nesta feira se não se
ajustam os custos de aluguer dos pavilhões, aliás, muitos vãos desistindo de
participar por este mesmo constrangimento”.
Sobre a localização do
evento, Carlos Almeida está certo de que “é necessário encontrar, no centro da
cidade, outra localização para a Feira do Livro, para evitar que o sucesso
desta dependa das condições climatéricas”. Este ano, a feira contou, nos
primeiros dias, com temperaturas mais amenas do que o habitual, no entanto
sofreu nesta última semana o aumento da temperatura, para além de ter estado
ainda sujeita a dias de chuva.
A CDU propõe, para além
de ser estudada uma nova localização e outro tipo de condições físicas para a
Feira, que resultem em medidas que possam atenuar as altas temperaturas ou
proteger expositores e livros da chuva, que a Feira do Livro possa ser realizada
noutro período, articulado com a realização de feiras semelhantes na região.
Este ano, a Feira do
Livro de Braga foi realizada ao mesmo tempo que a de Barcelos, o que a Carlos
Almeida “transparece uma política de costas voltadas entre municípios, o que
contraria o princípio do funcionamento do quadrilátero cultural e que traz
consequências para quem faz as duas feiras, o que se notou aqui em Braga”.
Para além de outras
feiras do livro, também o festival Mimarte, em Braga, coincidiu nas datas, o
que para a CDU, nas palavras do seu vereador eleito, foi “uma grave falta de
planeamento destes eventos”. “Podemos perceber que se queira que Braga tenha
muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo, demonstrando uma oferta
diversificada, no entanto para tudo é preciso peso e medida”, criticou Carlos
Almeida, acrescentando: “a realização simultânea do festival de teatro Mimarte,
que se realiza numa zona do centro da cidade, e a Feira do Livro noutra zona, e
que tinha também eventos durante a noite, precisamente para atrair mais público
à feira, fez com que este se dispersasse, em vez de o aproveitar”.