Contestação no concurso para Assistentes Operacionais na reunião de Câmara de ontem

Em Novembro do ano passado, quando saiu a lista provisória do concurso que está ainda a decorrer, onde se percebia que estas assistentes operacionais ficavam excluídas, a CDU interveio em sede de reunião do executivo, tendo questionado o Presidente da Câmara pela opção de colocar uma nota mínima na componente de avaliação curricular.
Segundo as assistentes operacionais que estiveram até ao final do ano nas escolas do concelho, terão sido os próprios serviços da Câmara Municipal, atendendo à sua experiência nestas funções, a aconselhá-las a optar pela avaliação curricular em detrimento da prova de conhecimentos, a outra hipótese que o concurso previa para primeira fase de avaliação. No entanto, a Câmara Municipal não se responsabiliza agora por essa informação.
Carlos Almeida recorda que "o Presidente da Câmara respondeu, na altura, que não podia viciar o concurso, comportamento com o qual estamos obviamente de acordo - embora possa nem sempre parecer, na verdade os concursos não devem, de facto, ser viciados - mas com o decorrer de toda esta situação a verdade é que estas assistentes operacionais, tendo-lhes sido sugerido um caminho em detrimento de outro, ficaram excluídas do concurso, nem sequer integrando a bolsa de recrutamento para o alargamento de contratações que o município espera fazer para além das 14 vagas abertas".
"É uma situação de grande insensibilidade, acima de tudo social, no que represente para as famílias, como aqui ouvimos hoje, pela proximidade com as crianças e com a comunidade escolar, mas também para com estas trabalhadores e as suas famílias, que ficam agora numa situação de desemprego e ainda com medo de retaliação pela contestação que estão a fazer ao concurso, com receio de nunca mais arranjarem um lugar numa escola", denotou Carlos Almeida.
"A CDU deixa uma palavra de solidariedade para com estas assistentes operacionais, para com as suas famílias, e ainda para com as famílias das crianças que ficam à mercê de toda esta instabilidade nas suas vidas, nas escolas. Percebemos que há regras nos concursos, que podem ser melhores ou piores, e consideramos que, neste caso, foram piores".
O vereador comunista frisou ainda que, sobre o cumprimento das regras deste concurso, só a via judicial poderá agora vir a alterar aquilo que hoje é a exclusão destas candidatas, no seguimento das legítimas reclamações que possam surgir no decorrer do período aberto a contestação dos resultados do concurso. "Penso que, ainda assim, cabe a esta maioria ganhar alguma sensibilidade, perceber que é preciso encontrar uma solução para estas trabalhadores, dentro do que são as possibilidades do universo municipal", remata Carlos Almeida.