De acordo com os procedimentos habituais, em respeito pela legislação em vigor, tal proposta devia ter sido incluída na agenda do Executivo Municipal na sua reunião seguinte, ou seja, em 1 de Outubro. A verdade é que a proposta não só não foi incluída na agenda dessa reunião, como foi também excluída na que se lhe seguiu, ainda que sob protesto da CDU, que não concordou, e não concorda, com as explicações dadas. Não se pode aceitar que, à boleia de um “parecer técnico”, se procure limitar a eficácia e oportunidade de uma proposta que é política, submetida a um órgão também ele político.
A par disso, não podemos deixar de registar que, lamentavelmente, o tempo que faltou à governação municipal para agendar a proposta da CDU para classificar “Fábrica Confiança”, pelos vistos, foi de sobra para organizar e agendar a hasta pública para a alienação daquele património municipal.
A CDU considera inaceitável que desta forma a maioria PSD/CDS tente condicionar ou restringir a actividade de um vereador que, tal como os restantes, foi democraticamente eleito.
Foi, pois, com espanto que verificamos que na ordem de trabalhos da reunião, agendada para amanhã, consta finalmente o “processo relativo à classificação da Fábrica Confiança”, confirmando-se, infelizmente, o pior dos cenários. A maioria PSD/CDS, numa atitude incompreensível, faz tábua rasa da proposta da CDU, não a colocando em votação, numa clara violação da lei, e tem o descaramento de apresentar uma proposta de classificação que se resume a três fachadas e ao desenho da cobertura do edifício.
Perante isto, a CDU apresenta o seu veemente protesto pelos procedimentos adoptados, e manifesta a sua discordância com tão redutora proposta de classificação, desde logo porque entende que a mesma não obedece ao espírito das Convenções Internacionais de Defesa e Salvaguarda do Património Industrial, nem respeita os pareceres exarados em 2003/4 pela DRCN.