quarta-feira, 8 de abril de 2020

Rendas sociais suspensas por proposta da CDU

O executivo municipal de Braga aprovou a proposta da CDU de suspender o pagamento as rendas de habitação social durante o período vigente de estado de emergência. A proposta, incluída num pacote que foi discutido na passada segunda-feira, tinha em conta a situação financeira dos bracarenses e, em especial, das famílias economicamente mais fragilizadas.

A CDU viu aprovada também a suspensão de qualquer contra-ordenação no âmbito dos serviços prestados pelas empresas municipais Bragahabit e AGERE. O vereador da CDU, Carlos Almeida, entende que "estas medidas são de uma importância vital na manutenção do direito à habitação no município de Braga, permitindo que as famílias que atravessam maiores dificuldades não se vejam, nesta altura, a braços com mais uma".



Para o vereador comunista, para além de ser importante, do ponto de vista do cumprimentos das recomendações da DGS, que "as pessoas tenham uma casa onde ficar recolhidas, é também da dignidade das famílias que estamos a falar". Nesse sentido também, a CDU entende ser fundamental que o trabalho da Rede Social do município responda atentamente às dificuldades das famílias, no entanto essa matéria, também proposta pela CDU, foi acolhida enquanto recomendação, bem como a preparação de um sistema de apoio, compra e distribuição de bens essenciais à população em articulação com os produtores locais.

Outra das propostas da CDU passava por isentar os bracarenses de todas as taxas e tarifas da AGERE (de água, saneamento e resíduos), no entanto, tendo em conta que no mesmo dia foi anunciada uma descida em algumas das taxas destes serviços, esta não foi votada. Carlos Almeida congratula-se com a decisão da empresa municipal, embora "não vá tão longe quanto a nossa proposta no alívio das famílias bracarenses".